14/12/2011

Mostra de Teatro e Dança vai abrilhantar o Natal na Cidade




Como mais uma forma de valorizar as diversas linguagens artísticas e oferecer outras opções culturais ao público que for prestigiar os festejos natalinos, a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer promoverá durante o Natal da Cidade, uma Mostra de Teatro e Dança.

As apresentações acontecerão durante a programação do Natal  e têm como objetivo o incentivo à produção cultural em Vitória da Conquista, além de manter vivo o espírito natalino tradicional.

Em 2011, o Natal da Cidade completa 15 anos de celebração cultural e é considerado um dos maiores eventos do gênero na Bahia. A data será comemorada com a presença de grandes nomes da Música Popular Brasileira, artistas regionais, ternos de reis, corais, teatro e a participação intensa do público, formado por milhares de pessoas, entre conquistenses e visitantes.

Confira a programação da Mostra de Teatro e Dança:

19/12 (Segunda-feira)

 19h30- Espetáculo “Ciranda” com a Cia. Dançart
 Local: Palco da Praça Barão do Rio Branco

20/12 (Terça-feira)

  19h30- Apresentações dos vencedores do Festival de Cenas Curtas:
- Espetáculo “O Circo de Soleinildo” com a Cia. Operakata do Teatro
- Espetáculo “E se...e” com Patrícia Moreira

Espetáculo “A ida ao teatro” com Francisco Carlos
Local: Centro de Convivência do Idoso (Praça Tancredo Neves)

21/12 (Quarta-feira)


19h30- Espetáculo “As conchambranças de Ariano” com Além da Cena
Local: Centro de Convivência do Idoso (Praça Tancredo Neves)

 22/12 (Quinta-feira)

19h30- Espetáculo “Banguçu” com Cia. Operakata de Teatro
Local: Centro de Convivência do Idoso (Praça Tancredo Neves)

 23/12 (Sexta-feira)

20h- Auto de Natal “Presépio Vivo” com o Grupo Raízes
Local: Escadaria da Catedral

 25/12 (Domingo)

19h- Auto de Natal “Presépio Vivo” com o Grupo Raízes
Local: Escadaria da Catedral

19h15- Espetáculo “O Circo de Soleinildo” com Cia. Operakata de Teatro
Local: Palco da Praça Barão do Rio Branco


1º Festival de Cenas Curtas contribui na valorização das artes cênicas


O 1º Festival de Cenas Curtas de Teatro de Vitória da Conquista, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, aconteceu entre os dias 8 e 10 de dezembro, com o objetivo de estimular a produção teatral no município, promovendo trabalhos de artistas da área de artes cênicas. O festival também visou revelar novos talentos (atores, dramaturgos, produtores, diretores, entre outros) e, ainda, consolidar a produção teatral na cidade.

As apresentações fizeram o público rir, chorar e se emocionar. O expectador e também ator, Mário Ribeiro, acredita que o Festival de Cenas Curtas surgiu como forma de apoio ao teatro local. “Foi uma importante iniciativa para buscar uma maior valorização do teatro na cidade, além de criar oportunidades para que as pessoas que trabalham com artes cênicas mostrem que o teatro em Conquista é muito forte. Também sou ator e espero que este seja um projeto que dê certo, assim como essa 1ª edição, que me deixou muito feliz”.

Para o ator Charles, membro do Grupo Gal Pinho, o Festival de Cenas Curtas é uma proposta que deve ser levada ainda mais longe. “Vamos torcer para que continue acontecendo mais e mais festivais de cenas curtas, longas e médias. Promover a arte em Conquista, principalmente no Carlos Jehovah, que estava sendo esquecido, é memorável, excepcional”.

Premiados – A cena vencedora do festival foi “O circo de Soleinildo”, de Gilsérgio Botelho.

Em segundo lugar ficou "E se...”, de Patrícia Moreira, e em terceiro “A ida ao teatro”, de Francisco Carlos, que ganhou mil reais. Todas elas vão fazer parte da programação do Natal da Cidade.




A atriz, diretora e arte-educadora, Cibele de Sá, foi uma das juradas do festival e parabenizou a iniciativa do evento. “O festival está de parabéns, estou gostando muito, tem cenas maravilhosas. Já estava precisando, porque Conquista tem muitos artistas maravilhosos. Estou gostando muito de estar fazendo parte desse primeiro processo”.

O secretário municipal de Cultura, Gildelson Felício, avaliou a importância do festival que já começou com sucesso e com elogios de quem prestigiou. “Essa é a primeira experiência na área de artes cênicas, que era uma carência existente na cidade. Existem muitos grupos de teatro que produzem um trabalho de qualidade e que saía da cidade, porque não tínhamos um espaço. Aí surgiu a ideia do “Cenas Curtas”, que visa estimular essa produção e realizar outras edições”.

Homenagem – Ao final do Festival, ao anunciar o resultado, o secretário de Cultura também aproveitou para homenagear o
 teatrólogo conquistense Carlos Jehovah. “É um privilégio para todos nós ver esse teatro lotado e poder contar com a presença de Carlos Jehovah, artista que dá nome ao espaço. É um artista referência para nossa cidade, um intelectual e entusiasta da cultura que sempre colaborou voluntariamente com as ações culturais e que é uma referência para as atuais e futuras gerações que participam da cena teatral", comentou.

O homenageado aproveitou para avaliar a importância do festival para o município. “A iniciativa é das mais louváveis, porque o teatro estava precisando de incentivo e de traçar novos rumos para a dramaturgia moderna. O teatro está dando uma volta por cima aqui neste quartel general, onde aconteceram várias apresentações de autores, como Ariano Suassuna, Plínio Marcos e outros grandes dramaturgos brasileiros”.





(Fonte: http://www.pmvc.ba.gov.br/v1/noticia/8414/1o-Festival-de-Cenas-Curtas-contribui-na-valorizacao-das-artes-cenicas-.html)

08/12/2011



A Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer divulgou a lista com nove cenas selecionadas por uma comissão julgadora para o 1º Festival de Cenas Curtas de Vitória da Conquista. Destas, 3 integram a Companhia de Teatro Além da Cena.
As apresentações vão acontecer no período de 8 a 10 de dezembro de 2011, no Teatro Carlos Jehovah, localizado no Centro do município. O acesso aos espetáculos é gratuito.

1ª Cena) Enfim Só (Kleber Meira e Isaura Mattos): 8/12 as 20hs
2ª Cena) A Ida ao Teatro (Francisco Carlos e Ana): 9/12 as 20hs
3ª Cena) A Vida é Sonho (Adriano Siqueira e Samir Andrade): 10/12 as 20hs


Todos convidados!!!
Para maiores informações acesse o site da PMVC.

Grupo Além da Cena: um sopro de arte

Por Cristiano Oliveira
                Adriano Siqueira. Foto: Zé Silva
O teatro é uma das manifestações artísticas mais antigas da cultura mundial. Em Vitória da Conquista não é diferente, a cena teatral do município já é conhecida nacionalmente há um bom tempo, artistas renomados fizeram muito sucesso tanto na região quanto no país. O grupo teatral de Conquista, Além da Cena, iniciou neste ano, e tem como direção Victória Vieira, formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio. O grupo conta com 10 atores, que têm a faixa etária de 16 a 52 anos, entre homens e mulheres. O grupo vem desenvolvendo um repertório de encenações de grandes autores de teatro, com adaptações inteligentes que agradam plateias diversificadas.

                                                                Grupo teatral de Conquista, Além da Cena. Foto: Zé Silva
Atriz Victória Vieira, apaixonada pelas artes, procura passar seu repertório para todo o grupo. Foto Zé Silva
“Sempre quis ter o meu grupo de teatro, no qual eu pudesse resgatar não só minha formação, mas também fazer do teatro um palco de diversas manifestações artísticas. O nome do grupo, Além da Cena, é justamente pelo fato de reunir artistas da música, da dança para que venha somar todo esse cenário cultural”, conta a atriz Victória Vieira, que, apaixonada pelas artes, procura passar seu repertório para todo o grupo.
O Além da Cena procura interagir em várias linguagens, passando pelo experimentalismo, pela inovação e sempre preocupado com o processo histórico regional. Desenvolve atividades fundamentadas no trabalho do ator: criação e apresentação de espetáculos teatrais, pesquisas sobre treinamento e preparação do ator e metodologias de criação de personagens através da música e da dança.
                                                                                                    Foto: Zé Silva
O encontro com comunidades como inspiração para os processos de criação é uma marca do grupo, que já trabalhou com a obra de Ariano Suassuna, na peça, “As conchambranças de Ariano”, onde foi pensado o cenário, assim como a interpretação marcante com músicas próprias e coreografias impecáveis.
                                    O grupo vem desenvolvendo um repertório de encenações de grandes autores de
                               teatro, com adaptações inteligentes que agradam plateias diversificadas. Foto: Zé Silva
"No teatro troco conversas e me desenvolvo nas atividades artísticas". Foto: Zé Silva
O estudante de comunicação e ator, Mário Ribeiro, destaca a importância de fazer teatro, “acredito em parcerias para definir um modo de viver, consegui me reinventar na estética teatral, por esta razão trabalho com teatro, onde troco conversas e me desenvolvo nas atividades artísticas, sendo o Além da Cena um espaço de reflexão e aprendizado”.
Em Conquista o trabalho com o teatro é algo que necessita de muitas políticas culturais e, uma maior participação dos representantes, como Secretaria Municipal de Cultura, e o próprio governo. “O incentivo é muito pouco, para uma cidade tão cênica quanto a nossa, temos tantos artistas, um curso de cinema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), e o investimento para com esse trabalho ainda é muito pouco. Mas, mesmo com tantos problemas, posso dizer que me sinto realizada, e que o mais interessante é poder viver do meu trabalho”, argumenta Victória.
                                                                                                             Foto: Zé Silva
“Ator é hoje minha segunda profissão, além de jornalista, sei que posso conviver com as duas formações. Um dos maiores benefícios nas produções teatrais é o interesse singular pelo exercício profissional interdisciplinar, ou seja, na qual me desenvolvo na dança na música e interpretação corporal, que são as expressões através dos movimentos, posturas ou gestos que se façam com as diferentes partes do corpo. Enfim é um mundo maravilhoso”, finaliza o ator Mário Ribeiro.
Conheça um pouco mais da diretora da Companhia Além da Cena:
Victória Vieira, formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio, onde se dedicou a cenografia e fez cursos de aperfeiçoamento na Europa. Trabalhou 12 anos na Rede Globo do Rio de Janeiro e, como atriz, atuou em diversas montagens cariocas. Além de escrever roteiros, contos e poesias. No seu currículo ainda tem dois livros publicados. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre cultura popular e é responsável pela concepção da  cenografia e costumes de algumas festas populares da cidade.

02/11/2011


            Projeto
Canções e modinhas
de  
 Antônio Carlos Gomes

 Pablo Guillermo Fornasari: Piano

André Effgen: Canto lírico

Convidados:
Maestrao João Omr de Carvalho Mello: Violoncelo
Daniel Vieira: Violino

Local:  Capela Universitaria São Vicente de Paula
Data: 26 de novembro  de 2011 as  20h

13/05/2011

A Pena e a Lei

A Pena e a Lei, de 1959, peça em três atos que Ariano Suassuna juntou em uma só.

Com base no teatro de mamulengos, nas histórias populares de cantadores nordestinos e nos bonecos brincantes, mesclam-se, no texto, auto, sátiras de costumes e farsa. Em A Pena e a Lei, Ariano Suassuna traz, à luz da ficção, um Nordeste autêntico, regional, popular, universal, erudito, metafísico, religioso, grotesco e sensível, satírico e dramático, sob ritmos diversos: cantorias, xaxado, baião... Tais aspectos bebem nas fontes da tradição medieval.

Talvez seja a obra mais ambiciosa do autor, na medida em que é uma síntese de contos populares e de exigente inspiração erudita, Commedia dell'Artee auto sacramental, sátira de costumes e arguta mensagem teológica, divertimento nordestino e proposição de alcance genérico, história concreta e vôo para regiões abstratas, mamulengo e metafísica - enfim uma verdadeira súmula do teatro.

A Pena e a Lei é uma peça de várias vertentes temáticas que se fundem em múltiplas linguagens. Dialoga com a cultura popular, com as bases eruditas. Traz figuras míticas e místicas, além de ditados populares. Coloca em cena gente simples, do povo (loucos, bêbedos, mentirosos, espertos, tolos, avaros e personalidades típicas e folclóricas do Nordeste brasileiro). Cheiroso e Cheirosa (Marieta/Madalena) contracenam e são personagens fundamentais. Abrem e enceram os atos, fazendo juízos de valor, com consciência crítica e lição de moral, principalmente no final dos atos, através das cantorias.

Aqui Suassuna reaproveitou cenas de seus textos Torturas de um Coração e do Auto da Compadecida, numa encenação que vai do boneco irresponsável ao ser humano pleno diante de Deus (Benedito, Mateus, Cheiroso e Cheirosa intensificam o cômico). A peça diverte, mas também analisa as questões sociais: trabalho na usina, reivindicações dos trabalhadores, companhias estrangeiras, fome, prostituição em cenas curtas e de muita movimentação. A preocupação com a moral está sempre presente e o trágico é diluído pelo cômico. São personagens estereotipados. Suassuna também se utiliza das cantorias nordestinas.

Como já se percebe, esta obra do autor é baseada na cultura popular nordestina e em suas manifestações, seja nas festas do povo, na literatura de cordel, nos desafios dos cantadores, no Romance Popular do Nordeste, ou na sua produção literária culta. Toda essa cultura, por sua vez, recebeu a produção popular medieval em seu bojo, adaptando-a à sua realidade mas mantendo-se fiel àquela. Suassuna, ao escrever A pena e a lei, mostra-nos sua herança medieval, recebida através da cultura nordestina. Assim, técnicas de folhetos de cordel, folguedos populares e suas fontes temáticas são as bases populares desse teatro. A medievalidade está presente nos modelos formais adotados, como teatro católico medieval ibérico (mistério, milagre, moralidade e auto sacramental) e dramaturgia profana (farsa e comédia italiana). Os temas usados pelo autor, vindos do Romanceiro popular do Nordeste, provêm de textos europeus que chegaram à cultura nordestina através da Ibérica.

Em A pena e a lei os personagens se relacionam com a justiça de maneira informal, malandra.

A história baseia-se numa trama de enganos e traições, retratando os valores e a moral do povo sofrido do sertão. Tudo se passa em Taperoá, uma pequena cidade do Nordeste, onde vive Benedito, que adora aprontar. É um negro esperto, apaixonado por Marieta. Marieta quer se casar e, na briga para conquistá-la, além de Benedito, estão Cabo Rosinha e Vicentão, dois cabras valentes e fortes. Há, também, um padre surdo; Pedro, outro personagem que dá volta ao mundo em seu caminhão; João, um poeta sonhador; Mateus, um ordenador, e Joaquim, que não se sabe se terá um fim.

Cada Ato apresenta marcações específicas para entrada e saída das personagens de cena. No primeiro ato, por exemplo, os mamulengos “arreiam”, isto é - na corruptela da linguagem - descem, saem do palco, que é uma estrutura rudimentar, de madeira e pano. No segundo, as personagens, meio termo entre bonecos e homens, abrem e fecham uma porta solta ou qualquer coisa que simbolize entrada e saída de cena; No último ato, o acender e o apagar de uma luz orientam o movimento das personagens.